
Olá de novo!
Cá venho eu contar a aventura que se passou há já quase 2 semanas...
Como alguns devem saber, houve um Congresso Internacional de Pirotecnia (ou algo similar) em Lisboa, tendo este evento terminado na 6ª-feira, dia 05. Para um final memorável foi organizado aquele que foi publicitado como "o maior fogo-de-artifício alguma vez produzido em Portugal".
Numa aula em que a atenção não era o meu forte, combinei com o Sky ir ver o espectáculo. Atendendo que era localizado na zona ribeirinha a Oeste da Ponte 25 de Abril e que o Metro circula até à 01h (hora a que sai o último comboio de cada estação terminal), decidi levar o carro e apanhar o Sky pelo caminho. Com alguns imprevistos pelo meio, que obrigaram à troca de carro, lá nos encontramos e pusemo-nos a caminho.
Agora imaginem este cenário: 24 de Julho numa 6ª-feira à noite, com muitos carros "extra" que também resolveram ir ver o fogo... Claro que o trânsito no sentido Cais-do-Sodré – Belém estava caótico :p Lá estávamos nós no pára-arranca quando o carro vai abaixo. Não é uma situação simpática, mas normalmente também não é nada de preocupante, a não ser que o carro não pegue novamente. Pois é, nós ficamos parados no meio do trânsito na 24 de Julho. Não sabíamos qual a causa, mas havia a possibilidade de ser falta de combustível porque já tinha entrado na reserva. Como estas coisas nunca vêm sós, a bomba de gasolina da 24 de Julho estava encerrada, provável consequência das inspecções surpresa que foram feitas nesse dia a esse tipo de estabelecimentos.
Há falta de melhor, eu e o Sky tivemos de empurrar o carro até um daqueles triângulos pintados no pavimento. Não era legal, mas ao menos não perturbávamos tanto o trânsito. Pormenores: 1) não tínhamos coletes nem triângulo porque eu não os encontrei... (vim a saber, mais tarde, que estavam por baixo dos bancos traseiros) ; 2) enquanto empurrávamos o veículo passámos por um carro da PSP que, por sorte, não tinha os seus elementos lá – deviam ter ido petiscar qualquer coisa. Só depois de deixarmos o carro mal estacionado é que eles passaram por nós, mas no meio do trânsito nem nos disseram nada.
Passado o momento inicial de maior pânico, tivemos de pensar no que fazer. Valeu-nos novamente a nossa estrelinha da sorte porque saiu um carro em estacionamento legal perto de onde estávamos parados e o arrumador ajudou-nos a colocar o carro lá (lá parou o trânsito para podermos atravessar a via e também empurrou o carro). Como não podia deixar de ser, algumas dezenas de segundos depois de terminada esta manobra, volta a passar por nós um carro da polícia...
Relativamente tratada a problemática de onde deixar o carro, seguiu-se nova reflexão sobre o que fazer. Ir a uma bomba de gasolina era sempre difícil, visto que não sabíamos quais as que podiam estar abertas (salvo erro, acho que 42 bombas fecharam na referida operação surpresa da polícia). Resolvemos telefonar ao Trolha e implorar que nos ajudasse. Ele acedeu: foi comprar um garrafão de gasóleo e depois foi ter connosco. Pelo meio tivemos de improvisar um funil a partir de uma garrafa de água de 0,5l e despejar o combustível – tal como mostra a fotografia. Tentei pôr o carro a funcionar novamente, mas as tentativas foram infrutíferas e acabámos por pedir boleia do Trolha até ao Saldanha, para termos acesso a transportes e ir para casa.
No meio disto tudo, como é que ficou o fogo-de-artifício? Segundo o que me constou o espectáculo foi bonito e efectivamente longo, mas nós não chegamos a ver quase nada (só mesmo algumas pontinhas de fogo de tempos a tempos) porque os prédios não nos permitiam ver. Se ao menos o carro tivesse ido abaixo a seguir à curva...